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terça-feira, 25 de junho de 2013

The Lonely



PRÓLOGO


O Sol do meio dia brilhava naquele dia, deixando a cidade com um ar mais alegre depois que todos estavam acostumados a presenciar dias chuvosos e frios. Dias como esses faziam todo mundo mais feliz. Nem uma nuvem se quer se formava no céu, apenas se vira aquela cobertura azul clara por cima de suas cabeças. Sorrisos eram fáceis de encontrar. Num lugar que existia uma grande quantidade de pessoas em esperança, naquele dia corações se abriram a procura de uma. Em plena segunda-feira, Londres nunca fora tão diferente. As pessoas acordavam já com seus olhos brilhando de ansiedade ao perceber a luz do Sol entrar pela janela de suas casas com uma intensidade jamais vista e muitos pensavam que poderia ser algum tipo de ‘’sinal’’ de que alguma coisa aconteceria. Londres estava agitada. Famílias diferentes com dia-a-dias diferentes de outras continuavam seus afazeres diários agora com um pouco mais de ânimo. As crianças tinham vontade de ir à escola e encontrar seus amigos, enquanto seus pais trabalhavam para sustentá-los. Apenas pequenas coisas podiam passar esses sorrisos para lágrimas, coisas como perder alguém querido ou ser traído da pior forma possível, mas dias vem e vão e toda essa tristeza desaparece. Só havia um lugar em toda Londres que uma pessoa naquele dia não conseguia deixar um sorriso tomar conta de seu rosto; também não só nesses dias, mas em todos os outros que já passaram e por ela mesma ficaria assim pelo resto da vida. Não se importava com o estranho fato do Sol abrir na cidade em pleno inverno, nem mesmo de sentir como se algo fosse acontecer.



''*Jamais o sol vê a sombra.''


Na verdade,  Demi não se importava com nada que a deixasse feliz. Enquanto estivesse deitada em sua cama, escutando o despertador tocar anunciando a hora certa de acordar, desejava poder nunca precisar se levantar dali. Por um minuto só desejou se levantar para fechar a janela e bloquear o Sol que batia contra seu rosto, lhe causando sensações esquisitas. Imaginou-se indo outra vez para o colégio no começo da semana e rever as mesmas pessoas com seus mesmos jeitos e formas de se expressarem e depois chegar em, casa com milhares de tarefas de casa e sem nenhuma amiga – ou colega de classe – que pudesse ajudá-la. Ao abrir seu guarda-roupa encontrara enfileiradas roupas escuras que significavam nenhuma importância para aqueles que tinham esperança. nunca repetia suas roupas, mas eram sempre da mesma cor escura, para que quando a vissem, entendiam logo de cara que com ela alguma coisa estava errada, mas não podiam se intrometer. Quase nunca chorava, isso era uma palavra rara em seu vocabulário. Deixar que sua dor minimize por meio do choro. Lágrimas não desciam por seus olhos desde alguns anos atrás, mais precisamente a quase cinco anos, que ela nunca gota de recordar. Embora atualmente nenhum sorriso é encontrado em sua face e sua voz só saia quando precisava responder a alguém ou quando ia à farmácia comprar mais doses de seu calmante e remédio para dormir. Rir então era o que ela mais odiava. O fato de não ter qualquer contato com uma pessoa não a deixava mais infeliz do que já estava, na verdade agradecia que ninguém se importasse em perguntar por que era assim tão fechada em seu mundo.

Eles não a entenderiam de qualquer jeito. Ás vezes ouvia risadas de uns grupos do colégio ao passarem por ela, e uma imensa vontade de lhes atacar com pedras afiadas em direção ao coração a dominava. No caminho até o colégio tentava não chamar muita atenção, se cobria com a touca de sua jaqueta para se esconder de mais cochichos sobre si e se privar de ver pessoas felizes a sua volta. De vez em quando seu coração batia mais forte quando cruzava o corredor dos armários e sentia que alguém a analisava, mas nunca criou coragem ou até mesmo vontade de olhar e descobrir quem era. Muitas vezes até deixava seus livros caírem de sua mão pois a mesma estava com uma umidade estranha ali, e sua pernas tremiam por razões desconhecidas. Para chegar a sala do primeiro tempo precisava passar pelos casaisinhos melosos que ficavam no final do corredor onde era justamente sua sala. Não entendia como tinham capacidade de dizer uns para os outros o amor que ambos sentiam, era inacreditável! Se via de longe que nenhum deles tinham amor próprio, como podiam amar uns aos outros se antes não ama a si mesmo? Sua cabeça pensava sobre isso durante toa a primeira aula que tivera como fácil se distraiu fácil percebeu o sono se aproximar, mas tentou se manter acordada o resto das aulas seguintes.

Quando finalmente a pausa entre as aulas chegou, fora a primeira a ajeitar suas coisas e sair da sala sem ao menos perguntar se já podia sair. Aquele era a parte favorita do seu dia. Todos os dias algumas coisas interessante acontecia com alguns alunos do colégio durante esse tempo, e ela gostava de assistir a infelicidade daqueles da qual detestava. Todos resolvem se aquietar em seus grupos e, sorridentes, contar as novidades do fim de semana. estranhou tudo aquilo quieto demais, Reparando em uma mesa onde um grupo de líderes de torcida conversavam, se lembrou de um momento de sua infância que costumava imaginar ser uma líder de torcida com Aquelas roupas minúsculas e saltos típicos de uma patricinha. Sonhos idiotas de criança. Hoje sentia repulsa de si mesmo por um dia pensar em ser como elas. E na esperançam de alguém ser apanhando por seu inimigo ou se traído pelo seu namorado, sentiu outra vez aquela mesma sensação de ser analisada profundamente e seu coração voltou a pulsar no peito. Por que isso estava acontecendo? Fez de tudo para que seu cérebro lhe obedecesse e não lhe mostrar a direção de onde vinha aquele olhar, mas parecia que nada do que ela fazia era obedecido por ele. E quando percebeu, seus olhos visivelmente abertos como nunca tiveram antes encontraram com outros olhos que transmitiram um brilho intenso sobre os seus. Do outro lado do pátio do colégio. Enfim enxergou aqueles olhos que sempre a analisavam.



’'*As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar. ''




Mas sua cabeça ainda se pergunta o por quê. O dono desse par de olhos claros era um garoto que, nunca havia notado, mas depois que reparou direito nele, viu que parecia ser um daqueles disputados por todas as meninas, estilo jogador de futebol. Clichê como nos filmes, no entanto não conseguia parar de olhar. Por um momento o tal garoto resolveu abrir um pequeno e torto sorriso que despertou diversos pensamentos nela. Sorrisos nunca a alegravam. Percebendo isso, ele logo fechou a cara confuso, e piscou, tentando de qualquer jeito fazer com que ela mostrasse pelo menos um pouco de animação. fechou os olhos forçando as pálpebras a ficarem quietas e permaneceu assim até não sentir mais o olhar daquele garoto sobre ela. Com isso, colocou a toca novamente, tampando um pouco os olhos e esperou aquela dor nova e insignificante adentrasse em seu coração. Correu até sua próxima aula onde dessa vez era bem longe de onde ficaram os casais e comemorou por dentro por isso. Ao chegar na sala pode ver na janela que o Sol continuava do mesmo jeito, brilhoso e bonito. Sentou numa das ultimas carteiras afastada de tudo e de todos. Pouco a pouco os alunos que frequentavam aquela aula viam entrando, rindo de qualquer besteira que faziam, abaixou a cabeça para evitar olhar para eles, mas quando sentiu mais uma vez seu coração bater mais rápido que o normal, não conseguia nem pensar em outra coisa a não ser aqueles olhos claros que agora estavam ao lado dela.



- Eu sinto que você precisa de mim.



''*Onde há muito sentimento, há muita dor ''

‘’*Frases de Leonardo da Vinci.’’

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